O MÉTODO DE ESQUIVA RAWLSIANO COMO CONSENSO CÉTICO

Dalton Rodrigues Franco

Resumo


O artigo discute o método de esquiva de John Rawls em A ideia de um consenso por justaposição, de 1987. O centro da leitura que oferecemos sobre o argumento do consenso informa a recusa injustificada do ceticismo, a segunda objeção. Sugere-se que ele pode integrar o consenso por sobreposição. Deseja-se apontar para um fato conhecido entre os céticos: o método de oposições para a discussão configura uma ética do público para o público. Descreve-se como a linguagem fenomênica pode atravessar toda tese e produção de consenso público para regimes democráticos. Conclui-se pela convergência dos métodos estudados. 


Palavras-chave


esquiva; consenso; ceticismo; sobreposição; filosofia pública

Texto completo:

PDF

Referências


-ARAJÚJO, Cícero Romão Resende de. A forma republicana: da constituição mista ao Estado. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2013.

-AVRITZER, Leonardo. Teoria democrática e deliberação pública. Lua Nova, Revista de Cultura e Política, 2000, nº 50. Faces da democracia.

-BOBBIO, Norberto. Liberalismo e democracia. São Paulo: Brasiliense, 1994.

-______. Estado, governo, sociedade: por uma teoria geral da política. São Paulo: Paz e Terra, 2001.

-BROCHARD, Vitor. Os céticos gregos. São Paulo: Odysseus Editora, 2009.

-LAVALLE, Adrián Gurza. A humildade do universal: Habermas no espelho de Rawls. Lua Nova, Revista de Cultura e Política, 1997, nº 42. Constituição.

-DE VITA, Álvaro; BORON, Atilio B (org). Teoria e Filosofia Política: a recuperação dos clássicos no debate Latino-americano. São Paulo: Edusp, 2004.

-HOBBES, Thomas. O leviatã. São Paulo: Martin Claret, 2014.

-______. Os elementos da lei natural e política. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010.

-HUME, David. Uma investigação sobre os princípios da moral. Campinas: Editora da Unicamp, 2013.

-______. An enquiry concerning human understanding. Buffalo: Prometheus Books, 1988.

-LESSA, Renato. Veneno pirrônico: ensaios sobre o ceticismo. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995.

-LOM, Petr. The limits of doubt: the moral and political implications of skepticism. New York: State University of New York Press, 2001.

-OLIVEIRA, Cícero. Justiça e equidade em John Rawls. Cadernos de Ética e Filosofia Política, São Paulo, Número 27, Página 114-128, 2015.

-POPKIN, Richard. The history of scepticism: from Savonarola to Bayle. New York, Oxford University Press, 2003.

-______. História do ceticismo: de Erasmo a Spinoza. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 2000.

-RAWLS, John. Uma teoria da justiça. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

-______. Justiça e democracia. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

-______. O liberalismo político. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2016.

-______. Conferências sobre a história da filosofia. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2012.

-______. A theory of justice. Cambridge: Harvard University Press, 2003.

-SEXTO EMPÍRICO. Outlines of Pyrrhonism. Cambridge: Harvard University Press, 1933.

-______. Against Professors. Cambridge: Harvard University Press, 1949.

-SMITH, Plínio Junqueira. O ceticismo de Hume. São Paulo: Loyola, 1995.

-KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. Petrópolis: Editora Vozes, 2015.

-______. Crítica da razão prática. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2015.

-WOLFF, Francis. Dizer o mundo. São Paulo: Discurso Editorial, 1999. Trad. Alberto Alonso Muñoz.

-ZALLOUA, Zahi. Montaigne and the ethics of skepticism. Charlottesville: Rookwood Press, 2005.

-ZANITELLI, Leandro Martins. A crítica de Cohen ao rawlsianismo e os problemas da liberdade ocupacional e da eficiência. Cadernos de Ética e Filosofia Política, São Paulo, Número 25, Página 90-107, 2012.




DOI: http://dx.doi.org/10.26668/IndexLawJournals/2526-012X/2017.v3i2.2431

##plugins.generic.alm.title##

##plugins.generic.alm.loading##

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista Brasileira de Filosofia do Direito, Florianópolis (SC), e-ISSN: 2526-012X

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.