Compreender o Mal Radical para Melhorar a Democracia Kant e Nussbaum sobre a Instrumentalização do Outro e o Enfrentamento de Emoções Nocivas para a Vida Democrática
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Resumo
Uma sociedade que aspira à justiça deve compreender os motivos por trás da má conduta humana. Kant dedicou atenção à psicologia humana, mas temia que prescrever qualquer curso de ação correto limitasse a liberdade de expressão de maneiras que poderiam ser incompatíveis com os princípios da liberdade e da autonomia. Em A Religião nos Limites da Simples Razão (1981), o filósofo elabora sua própria versão de mal radical: a tendência das pessoas de abusar umas das outras, tratando-as não como fins em si mesmas, mas como instrumentos. Ele argumentou que tal comportamento não é produto de condições sociais, mas da própria natureza humana universal, que impulsiona a inveja e a competição entre os concidadãos. Martha Nussbaum (2014) concorda com Kant. Este artigo explora o conceito kantiano de mal radical, conforme entendido por Nussbaum (2014), com o objetivo de aprimorar as democracias contemporâneas.
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Referências
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